terça-feira, 28 de julho de 2009

ROCK VIDEOS: Paul McCartney - Fine Line



Brazil Tour 2010:

Rio de Janeiro - 16 de abril - Maracanã
São Paulo - 18 de abri - Morumbi
Brasília - 21 de abril - Esplanada dos Ministérios

Fonte: Gazeta do Povo

domingo, 26 de julho de 2009

VAN CANTO - Heavy Metal a Capela

Van Canto é uma banda alemã que "toca" Heavy Metal a capela. São sete músicos, sendo que apenas um utiliza uma bateria, e os demais somente a voz.

Van Canto - Kings of Metal (Manowar Cover)

sábado, 25 de julho de 2009

LISTAS: Os Cinco melhores vocalistas do Rock

Por Nelson Junior
O conceito de melhor e pior para alguém leigo em técnica musica(como eu) deve ser entendido como prefiro e não prefiro. A nação Rock´n Roll produz listas e mais listas dos melhores e piores álbuns, solos de guitarra, shows e afins. Na seção LISTAS serão postadas opiniões dos colabores do blog sobre os "melhores e piores" do nosso tão amado estilo.

Durante sua trajetória uma banda tem seus momentos altos e baixos, seus trabalhos bons e ruins, e o papel do Frontman nesse percurso é fundamental. Listarei aqui aqueles que acredito serem os melhores vocalistas de rock de todos os tempos, avaliando um conjunto formado por timbre da voz, presença de palco, carisma e interpretação.

1 - Bruce Dickinson (Iron Maiden, Samson)

Durante os shows do Iron Maiden Dickinson tem o público nas mãos. Extremamente carismático, o vocalista da donzela vive cada palavra que canta, transformando as performances em um espetáculo completo.

2 – Freddie Mercury (Queen)

Esse além de cantor, era um verdadeiro ator. Muitas músicas do Queen possuem características de hino devido a interpretação de Freddie Mercury.

3 – Robert Plant (Led Zeppelin)

Os “gritos” mais conhecidos do rock, e quem sabe o primeiro vocalista Heavy da história. Fundindo características Bluseiras com Rock, a voz de Plant é uma das mais emblemáticas do Gênero.

4 – Ronnie James Dio (Elf, Rainbow, Black Sabbath, Dio)

Com sua voz rasgada Ronnie Dio soube se adaptar bem as bandas nas quais cantou, contribuindo ,por exemplo, para a sonoridade épica da primeira fase do Rainbow e dando uma cara mais Rock´n Roll para o Black Sabbath, sem contar o trabalho na banda Dio, que produziu alguns dos melhores álbuns de Heavy Metal dos anos oitenta.

5 – Paul Rodgers (Free, Bad Company, Queen)
A quinta posição é ocupada por uma das mais belas vozes do rock. Rodgers canta com uma mistura de Jazz e Rock´n Roll quase que embalando as músicas.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ÁLBUNS CLÁSSICOS: Queen - A Night at the Opera (1975)


Por Nelson Junior

Eis um álbum para ser apreciado do início ao fim, sem interrupções, assim como a uma peça de teatro, onde cada elemento do espetáculo possui seu papel fundamental na sugestão de sentimentos aos seus espectadores. A Night at the Opera, quarto disco de estúdio do Queen, faz jus ao seu nome, proporcionando ao seu ouvinte uma mistura única de elementos operísticos ao mais puro Rock n´ Roll. Apesar de não possuir uma narrativa única como o também clássico Tommy do The Who, as canções de A Night at the Opera criam, através de suas transições, uma sensação de continuidade que faz com que o álbum seja uma obra completa e conversada.

O disco abre com a magnífica Death on Two Legs (Dedicated to...), música composta por Freddy Mercury satirizando o ex empresário da banda, que havia sido demitido por má conduta na administração dos recursos da banda. Com uma belíssima introdução em piano a música traz um Freddy Mercury mais interpretativo do que nunca, no sentido mais teatral possível, fato que se repetiria em todo o álbum. Os coros entoados após o refrão dão um tom ainda mais lírico a composição.

Na sequência a quase cômica Lazing on a Sunday Afternoon cria um clima descontraído lembrando um musical dos anos 50, e serve como introdução para a densa I´m in Love With My Car, composta e cantada pelo baterista Roger Taylor. Your My Best Friend, da continuidade ao disco. A canção, composta pelo baixista John Deacon, é uma quase balada com cara de celebração.

39 é um dos momentos mais altos de A Night at Opera, cantada e composta pelo guitarrista Brian May. Com uma roupagem nostálgica, 39 narra ao ouvinte a uma verdadeira aventura; esta é sem dúvida uma das melhores músicas do Queen. Em seguida temos Sweet Lady, Seaside Rendezvous (outra que caberia facilmente na trilha de um musical), e The Prophet's Song, intimidante composição de Brian May.

Finalizando o álbum aparecem as canções que concretizam A Night at the Opera como Obra prima. Apesar da letra simples, a balada Love of My Life traz Freddy Mercury em uma interpretação emocionante que prova mais uma vez sua posição como um dos melhores intérpretes da música de todo os tempos,. O arranjo contribui consideravelmente para a melancolia da composição que foi regravada por nomes de peso como o Scorpions.

A tímida Good Company, aparece como um interlúdio para a melhor música do álbum (e possivelmente a melhor música do Queen) Bohemian Rhapsody. A música inicia com uma introdução magnífica onde os quatro integrantes da banda avisam ao mundo que aquilo é“somente fantasia” . Variando de momentos melancólicos a ápices empolgantes, com direito a jogos vocais de Freddie Mercury, Bohemian Rhapsody é uma obra de arte por si só, que seria obrigatoriamente tocada em todos os shows do Queen dali em diante.
Fechando o álbum está a instrumental Good Save the Queen, que soa como um agradecimento que Brian May profere com sua guitarra aos espectadores de um grande espetáculo; e reconhecidamente A Night at the Opera, merece ser aplaudido de pé, assim como as grandes peças teatrais.


Produção: Roy Baker e Queen
Gravadora: EMI
Duração: 43´10´´

terça-feira, 21 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

CAPAS DO ROCK: Iron Maiden - Iron Maiden (1980)


A estreia da donzela de ferro, e a primeira aparição do mais que simbólico Eddie, mascote da banda e uma grande marca do Heavy Metal. No início Eddie era apenas uma grande máscara que ficava no fundo do palco, nos primeiros shows da banda; os fãs os chamavam de "Eddie, The Head", (Eddie a cabeça, ou caveira). Em 1980 o artista Derek Riggs projetou um corpo para Eddie que a partir daí tornou - se marca registrada da arte dos trabalhos do Iron Maiden, trasnformando as capas da banda em algumas das mais belas, interessantes, enigmáticas e representativas da história do rock.


Tracklist

01 - Prowler
02 - Sanctuary
03 - Remember Tomorrow
04 - Running Free
05 - Phantom of the Opera
06 - Transylvania
07 - Strange World
08 - Charlotte the Harlot
09 - Iron Maiden

domingo, 19 de julho de 2009

ÁLBUNS CLÁSSICOS: Led Zeppelin I (1969)


Por Wellington Mitrut

Tendo como capa uma ilustração de um desastre acontecido na França com um dirigível, "Led Zeppelin I" é o primeiro registro de estúdio do ex "The New Yardbirds", um grupo que despontava com seu blues nos anos sessenta; o qual teve várias formações, contando com músicos do gabarito de Eric Clapton (Cream), Jeff Beck e Jimmy Page; este último acabou criando uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, senão a maior

O nome da banda quer dizer "Zeppelin de chumbo", porém chumbo em inglês escreve-se Lead (lê-se LID), esse foi um jogo de letras criado por Page, pois queria que o nome da banda soasse forte, o nome também fora escolhido em razão de uma entrevista que Keith Moon (The Who) dera falando sobre a banda que estava por vir, dizendo que a banda iria "cair no gosto do público como um Zeppelin de chumbo", Page gostando da idéia adotou o nome.

A formação da banda era então, na guitarra e theremin, o ilustre Jimmy Page (considerado o guitarrista mais influente de todos os tempos), nos vocais estava Robert Plant com voz aguda e marcante, além de tocar harmônica e gaita; na bateria o inesquecível e já póstumo John Bonham, um dos bateristas mais influentes do rock, e no baixo, o quase esquecido John Paul Jones, um ótimo instrumentista que cuidava também dos bandolins e teclados do Zeppelin e por fim, o quinto integrante, o que cuidava da bufunfa e prejuízos gerados pelos Rockstars, o bonachão Peter Grant.

Histórias à parte, vamos ao álbum. Começando com uma levada bem alegre, o álbum abre com "Good times, bad Times" que fala sobre coisas que um jovem enfrenta na vida como por exemplo a busca do amor, como citado no trecho à seguir traduzido:

"Dezesseis anos, eu me apaixonei por uma garota
mais doce do que podia ser
Só demorou alguns dias até que eu peguei ela.
Ela jurou que ela seria toda minha e me amaria até o fim
Mas quando eu sussurrei em seu ouvido,
eu perdi outra amiga”


Á seguir, uma música completamente o oposto em termos rítmicos e emocionais,
"Baby, I'm Gonna Leave You". A música fala de um rapaz que já não suporta a vida que leva e quer deixar tudo pra trás, mas sua namorada não quer deixá-lo. "You shook me" mostra toda a influência de blues e country que a banda tem e fala sobre uma relação da qual um rapaz sente falta. "Dazed and confused" é a quarta faixa da bolachona e mostra algo mais progressivo, estilo que despontava na época, mostra a dupla Bonham e Page fazendo uma cozinha instrumental infernal enquanto Plant chora a letra ao microfone."Your Time Is Gonna Come" começa com um orgão
de catedral e torna-se logo depois uma balada animada, mas que serve como um alerta de que todos nós temos a nossa hora a hora de encontrar Charon, além é claro de fazer analogias à um caso amoroso. Seguida desta está "Black Mountain Side", onde
Page mostra toda sua habilidade com instrumentos acústicos.
Logo após há a animada e bem conhecida do público, "Communication Breakdown", que trata do entendimento da mente feminina por um homem,
como prontamente dizem os versos, tem-se o efeito:

"Colapso na comunicação,
é sempre o mesmo/Estou tendo um colapso nervoso
me enlouqueça!"


Na sequência, há outra levada de blues "I can't quit you baby", bem pausada e cheia de riffs criativos de Page, além de um inusitado duelo voz/guitarra. A faixa que fecha o LP é "How many more times" que fala sobre o tratamento que é dispensado à um homem por sua namorada numa levada rápida que em certas partes lembra R&B. Este é mais um dos discos que não podem faltar em sua vida tanto em meio digital, quanto em CD ou LP, você com certeza tem de ouví-lo

Gravadora: Atlantic Records
Duração: 44:51

MASTERS ALIVE: Judas Priest - Breakin the Law

sábado, 18 de julho de 2009

CAPAS DO ROCK: Oasis - The Masterplan (1998)



Narizes torcidos a parte, de fato não é Heavy Metal, não é rock pesado, mas é rock, e de muita qualidade por sinal, os bons apreciadores do estilo sabem que os Beatles ganharam o mundo não pela velocidade de seus solos, pelo número de bumbos em suas baterias, pelo tamanho de seus cabelos ou pela gritos agudos de seus vocalistas...enfim, pra bom entendedor meia palavra basta. Arrogância, é inegável que não existiu nenhuma banda que se considerasse mais bola cheia do que o Oasis, e a capa de The Masterplan é o retrato fiel disso. Um menino ensinando música para uma turma um tanto quanto geriátrica, nota - se nas paredes os discos referentes as grandes vendagens de trabalhos anteriores, como se isso garantisse a qualificação e a qualidade do "professor", todos sabemos que tanto na vida acadêmica, quanto na música isso pode significar quase nada. O disco é uma coletânea de excelentes B - Sides que provam a qualidade da banda, muito além de Wonderwall, e prova também que o Oasis até tem o que ensinar, não com tanta ênfase, mas com a competência de quem liderou o maior movimento do rock britânico desde o New Wave Of British Heavy Metal.


Tracklist

1 - Acquiesce
2 - Underneath the Sky
3 - Talk Tonight
4 - Going Nowhere
5 - Fade Away
6 - The Swamp Song
7 - I am the Walrus (live)
8 - Listen up
9 - Rockin´n Chair
10 - Half the World Away
11 - (It´s Good) to be Free
12 - Stay Young
13 - Headshrinker
14 - The Masterplan

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MEMÓRIA: 50 anos sem “o fruto estranho”

A cor do jazz é negra.

Por Jozieli Wolff
Há 50 anos morria aquela que cantava amor e fome como ninguém: Billie Holiday. Graças a uma voz inesquecível – que quando ouvida era capaz de tecer emoções e arrancar lágrimas – a negra que na infância passou fome e foi estuprada, abandonou o nome de batismo “Eleanor Fagan Gough”, para se consagrar como a “Lady Day do Jazz”. Dor e fama, essas duas palavras deveriam ter sido gravadas em seu epitáfio naquele 17 de julho de 1959. Billie Holliday morreu às três horas da manhã, presa a uma cama de hospital – por aparelhos e por algemas – sem poder ouvir música, nem comer chocolate, usar o telefone, e com 750 dólares escondidos na vagina.

Quando ouço Billie Holiday penso que se o jazz tivesse uma cor, essa cor seria negra. Billie era dona de uma voz rouca, desconcertante. Quando cantava, ela escarrava a dor de cada um por meio de suas canções. Essa voz inconfundível moldou a mais comovente cantora de jazz de uma época. Mas sua vida esteve longe de ser qualquer outra coisa se não um amargo mártir, um “fruto estranho”.
Ela era pobre. E pior, era negra. Ser pobre e negra na década de 1920, em uma cidade de ricos-brancos como Baltimore, em Nova Iorque, definitivamente era estar na merda. Ainda mais se você é filha de dois adolescentes: sua mãe é uma humilde faxineira e se seu pai, pseudo-músico-frustrado, esqueceu que a adolescência um dia acaba, e resolveu sair por ai na tentativa de ser um star. E já que você tem uma vida fodida, o jeito é procurar emprego, quando ainda se está na idade de brincar de boneca. Então ela foi babá, garota de recados, faxineira de bordel e afins. E como faxineira de bordel, com 10 anos, ela foi estuprada. Me dê mais quatro anos, e ela havia caído na prostituição.

O encontro com o microfone foi ocasionado pela fome de viver. O fato é que ela e a mãe estavam prestes a serem despejadas. A ainda Eleanor saiu à procura de algum dinheiro, até chegar a uma boate. Ela não queria mais ser faxineira, muito menos prostituta. Dançarina talvez? Em vão, ela era um fiasco dançando! Então, o dono do lugar perguntou, “menina, você sabe cantar?”. A pergunta foi o parto para Billie Holiday, que nascia naquele instante. O ano era 1930, e dali ela passou a cantar em bares e boates, até que começou a excursionar com uma orquestra, e só parou de cantar no ano em que morreu. O resto não caberia aqui(...).
É difícil falar em Billie Holiday. Difícil, ainda, é falar nela sem em Lester Young, o saxofonista que foi fundamental para o seu estilo musical e que acompanhou a cantora durante quase toda sua carreira. Curioso ou não, mas Lester morreu em 1959, também às três horas da manhã. Uns dizem que foi naquela madrugada de março, com a morte do amigo, que o fim de Billie a agarrou.
Em canções como a polêmica “Strange Fruit” ela cantou o racismo. Em outras tantas o desamor. Antes de morrer ela já havia chegado ao inferno, guiada pelas bebidas e pelas drogas. Seu fim foi assim: com 44 anos, há 44 dias internada, em meio a uma parafernália de aparelhos, algemada a uma cama de hospital acusada de posse de narcóticos. Billie Holiday morreu sozinha. Minto, haviam dois guardas postados à porta do seu quarto. Num momento póstumo, sua enfermeira encontrou 15 notas de 50 dólares enroladas com fita durex na sua vagina. Se alguma música tivesse embalado o adeus de Billie, deveria ter sido “Non Je Ne Regrette Rien” da Edith Piaf. A francesa com nome de pássaro assim como tantas outras, teve Billie como referencia, bem como, um final ocasionado por ela mesma. Mas as duas continuam voando por ai, e aqui.


Ouça:
Tem um samba antigo que diz assim “se eu parar pra cantar tristeza, meu tempo aqui não chega”. Billie foi o avesso. Cantando tristeza, “com uma gota de sangue a cada canção”, ela cantou até o fim. E em Lady In Satin (1958), seu penúltimo disco gravado em estúdio, a tristeza foi cantada nas 11 faixas, com uma maestria digna somente dela, que neste disco esteve acompanhada pela orquestra de Ray Ellis.
O disco é o amontoado de cicatrizes ocasionadas pelo amor, que Billie herdou em vida e pôs diante de ventilador em forma de canções. Quem ai é capaz de apanhar no ar cada uma delas, sem cambalear? Lady in Satin traz a voz de Billie debilitada pela bebida e pelas drogas, mas não menos apaixonante. A cada canção, sua voz soa mil vezes mais rasgante – e a cada faixa vai rasgando o coração daqueles que entram apenas com os tímpanos. Essa é a sensação lançada na primeira música do álbum, “I'm a Fool to Want You” de Frank Sinatra. Sensação que se estende nas demais.
Depois de ouvir Lady in Santin, você percebe que, se de um lado existem aqueles que dizem ter em si “todos os sonhos do mundo”, Billie, aparentemente, carregou todas a dores do mundo nas costas. E o resultado resume-se em uma única palavra: emoção. Quando “I'll Be Around” termina, fica no peito um vazio. Vazio de quem, quando comparada com Billie Holiday, ainda nada viveu.


Billie Holiday interpreta Strange Fruit:

Strange Fruit é datada de 1939, e abalou as pessoas da época. O “fruto estranho das árvores do sul” da música, nada mais é que o corpo de um negro linchado e enforcado. “Sangue nas folhas e sangue nas raízes. Corpos negros balançando na brisa do sul. Frutas estranhas penduradas nos álamos”. A música foi censurada e vetada de tocar nas rádios.

CLÁSSICAS: The Beatles - A Day in the Life

Um dia na vida você ouve essa música e tem a certeza de que a dupla Lennon e McCartney não precisava provar mais nada pra ninguém. A Day in the Life é considerada por muitos como a melhor canção dos Beatles, e a quem diga que é também a melhor música de rock de todos os tempos. Gravada entre janeiro e fevereiro de 1967, a música é a última faixa do clássico Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, álbum que impressiona desde a primeira canção. A Day in The Life fecha o disco como um suspiro da dupla de compositores mais bem sucedida do rock.
A discussão sobre qual dos dois seria, separadamente, melhor compositor é tema de debate até hoje. O impressionante é que John Lennon e Paul McCartney juntos possuíam uma sintonia fina para a composição que atingiu o seu ápice em A Day in The Life.
Sua letra impressiona pela simplicidade, John tinha o início e o fim de uma nova música, que criou a partir de trechos de notícias do jornal; já Paul tinha o meio de outra canção, que narra “um dia na vida”, onde simplesmente acorda, pega um ônibus, sobe para o segundo andar a acende um baseado. A união desses fragmentos de canção formou A Day in the Life.
Acompanhados de uma orquestra de quarenta músicos, os Fab Four criaram um ambiente de experimentação e interpretação lisérgica capaz de fazer o ouvinte viajar junto com a música. A Day in the Life serviu como uma espécie de introdução para a cena progressiva que dominaria a década de setenta. Syd Barret, líder e fundador do Pink Floyd esteve nos estúdios Abbey Road durante as gravações do Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, sendo assim uma das testemunhas da criação desse trabalho histórico.




Um Dia Na Vida
(Lennon/McCartney)

Eu li as notícias hoje, oh, garoto,
Sobre um homem de sorte que ganhou na Loteria
E apesar das notícias serem bem tristes
Bem, eu tive apenas que rir...
Eu vi a fotografia...
Ele estourou sua cabeça em um carro
Ele não percebeu que o sinal tinha fechado
Uma multidão de pessoas ficaram e olharam
Eles tinham visto seu rosto antes
Ninguém estava realmente certo se ele era do Senado
Eu vi um filme hoje, oh, garoto,
O exército inglês acabara de vencer a guerra
Uma multidão de pessoas foram embora
Mas apenas tive que olhar
Tendo lido o livro
Eu adoraria te excitar

Acordei, saí da cama
Penteei o meu cabelo
Desci as escadas e tomei um café
e observando, eu notei que estava atrasado
Peguei meu casaco e coloquei meu chapéu
Peguei o ônibus rapidamente
Subi as escadas e fumei um “cigarro”
Alguém falou e eu entrei em um sonho
Ahhhhhhhhhhh
Eu ouvi as notícias hoje, oh, garoto,
Quatro mil buracos em Blackburn, Lancashire
E apesar dos buracos serem bem pequenos
Eles tiveram que contá-los um a um
Agora eles sabem quantos buracos são necessários para encher o Albert Hall
Eu adoraria te excitar

quarta-feira, 15 de julho de 2009

CAPAS DO ROCK: AC/DC - Back in Black (1980)


Simples e direta, a capa de Back in Black, assim como o contexto da obra retrata o luto vivido pelo AC/DC no período de lançamento do mesmo, este foi o primeiro disco após a morte do lendário Bon Scott. A banda transformou o trauma da perda de seu frontman em uma das maiores obras primas da história do rock, uma merecida homenagem para aquele que imortalizara sua voz um ano antes no hino Highway to Hell, uma triste ironia. O substituto de Bon não deixaria a desejar, Brian Johnson consegue com maestria continuar o legado de seu antecessor. Back in Black foi um dos maiores sucessos da banda, e possui uma das capas mais marcantes e simbólicas do Rock n`roll, apesar da simplicidade.



Tracklist

1 - Hells Bells
2 - Shoot to Thrill
3 - What do You do for Money Honey
4 - Given the dog a Bone
5 - Let me put my love into you
6 - Back in Black
7 - You shook me all night long
8 - Have a drink on me
9 - Shake a leg
10 - Rock and roll ain't noise Pollution

terça-feira, 14 de julho de 2009

MASTERS ALIVE: Fleetwood Mac - Never Going Back Again

CAPAS DO ROCK: Pink Floyd - The dark Side of The Moon (1971)

Assim como a luz que penetra no prisma e se transforma nas cores do espectro solar, o rock n roll jamais seria o mesmo após o lançamento de The Dark Side of The Moon, figura nas listas dos discos mais vendidos da história e é simplesmente um conceito de rock progressivo. A capa, criada pelo estúdio Hipgnosis, foi escolhida em apenas dois minutos de forma unânime pela banda, que pretendia planificar visualmente o trabalho, a escolha representa perfeitamente a atmosfera enigmática contida no disco e se tornou um dos símbolos mais famosos do rock. Curiosamente o Dark Side Of the Moon sincroniza - se de forma surpreendente com o filme "O Mágico de Oz" de 1939, as músicas relacionam - se perfeitamente com mudanças de cena e a interpretação dos atores, a mais curiosa delas da - se no momento em que o filme, que em seu iníco é preto e branco, torna - se colorido em sincronia com o início da musica Money, momento em que troca - se o lado A do disco pelo lado B, vale citar também a analogia com a capa, que mostra o espectro colorido.


Tracklist

01 - Speak To Me
02 - Breathe (In The Air)
03 - On The Run
04 - Time
05 - The Great Gig In The Sky
06 - Money
07 - Us And Them
08 - Any Color You Like
09 - Brain Damage
10 - Eclipse

segunda-feira, 13 de julho de 2009

13 DE JULHO DIA MUNDIAL DO ROCK

O dia mundial do Rock foi estabelecido em 13 de julho de 1985, quando realizou-se o Live Aid. O concerto organizado por Bob Geldof aconteceu simultaneamente no estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra, e no estádio JFK, na Filadélfia, Estados Unidos, e tinha como objetivo conseguir fundos para ajudar a acabar com a fome na Etiópia. Apresentaran-se bandas como Queen, Status Quo, U2, Led Zeppelin, Dire Straits, Joan Baez, Phil Collins, Paul McCartney entre outros. O ideal de solidaeridade e engajamento do Rock fez com que a data ficasse marcada em sua homenagem.

Em 2005 Bob Geldof realizou o Live 8, com os mesmos propósitos, o destaque daquela edição foi o show de reunião dos ingleses do Pink Floyd.


Queen


Eric Clapton



U2


Pink Floyd - reunião histórica no Live 8 (2005

domingo, 12 de julho de 2009

MASTERS ALIVE: Yes - And You and I

CAPAS DO ROCK: Led Zeppelin - Led Zeppelin IV (1971)



Jimmy Page o Chama de "Led Zeppelin IV", Robert Plant se refere a ele como "o quarto album", a Atlantic Records como "o álbum dos quatro símbolos, "Zoso", "o disco do eremita" as derivações para o quarto trabalho de estúdio do Led Zeppelin (oficialmente intitulado) são inúmeras, o fato é que a história da banda estaria eternamente dividida em antes e depois dele. Cordenado graficamente por Graphreaks e com ilustrações de Barrington Colby Mom, a arte do álbum retrata fielmente o clima místico e audacioso presente nas canções, o eremita presente no interior da capa, o muro velho e um quadro, uma obra prima que podemos facilmente encontrar na faixa 4, do quarto disco, dos quatro gigantes do Rock.



Tracklist

1 - Black Dog
2 - Rock and Roll
3 - The Battle Of Evermore
4 - Stairway to Heaven
5 - Misty Mountain Hop
6 - Four Sticks
7 - Going To California
8 - When The Levee Breaks

sábado, 11 de julho de 2009

CAPAS DO ROCK: Black Sabbath - Heaven and Hell (1980)

A mais transgressora das capas do Sabbath, e uma das que mais representa um dos grandes objetivos da existência do Rock, o protesto, um grito de liberdade contra sistemas conservadores e opressores. Os anjos fumando são literalmente uma bofetada na cara do moralismo escancarado e simbolizado no puritanismo religioso, esse trio mostra de forma explícita a característica da música do Black Sabbath, a exaltação daquilo que não é "belo", pelo menos aos olhos "sagrados". Este também é o primeiro álbum sem Ozzy Osbourne. Com Ronnie James Dio nos vocais esse trabalho traz um Sabbath menos sombrio, sem muitas psicodelias, mas extremamente coeso e empolgante.



Tracklist

1 - Neon Knights
2 - Children of the Sea
3 - Lady Evil
4 - Heaven and Hell
5 - Wishing Well
6 - Die Young
7 - Walk Away
8 - Lonely is the Word

CAPAS DO ROCK: Metallica - And Justice For All (1988)

E justiça seja feita, críticas e lamúrias são exaustivamente lançadas a Lars Ulrich e companhia, mas vos digo, lendas são lendas, e por mais "pop" que o Metallica tenha ficado, como afirmam os "headclosebangers" tradicionais não tem como falar da história do rock sem dar ênfase a um dos criadores do Speed Metal. A capa de ...And justice for All não poderia ser mais emblemática, principalmente por ser a capa do álbum que os críticos do quarteto afirmam como sendo a lápide do metallica, aquele que equilibra a balança da história da banda entre o passado "verdadeiramente metal", e o futuro que seria entregue ao comercialismo. O álbum foi o primeiro sem o baixista Cliff Burton, morto em um trágico acidente com o ônibus da banda na Suécia em 1986.


Tracklist

1 - Blackened
2 - ...And Justice For All
3 - Eye Of The Beholder
4 - One
5 - The Shortest Straw
6 - Harvester Of Sorrow
7 - The Frayed Ends Of Sanity
8 - To Live Is To Die
9 - Dyer's Eve

sexta-feira, 10 de julho de 2009

...Me tornei blogueiro

Tornei-me parte do todo mundo. já que todo mundo tem um blog, ehehe. Ainda não sei exatamente o que vou colocar aqui, se vou dar continuidade as minhas análises das capas de álbuns de rock que já fazia no extinto flog "capas do rock", se vou postar bobagens , falar de cinema, música, coisas essas que só penso que entendo alguma coisa, se vou chorar (como muita gente), reclamar (como mais gente ainda), só sei que, apesar de gostar de MPB e POP, meu negócio é Rock´n Roll. De início vai aí o que eu tava ouvindo enquanto escrevia isso.




Na verdade era Heroes of Sand do Angra, mas não achei clip legal pra colocar...