Por Collector`s Room
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Monsters of Rock Moscow
O festival que marcou o fim das cortinas de ferro da União Soviética

Pantera - Conwboys From Hell
The Black Crowes - Stare it Cold
Metallica - Enter Sandman

O início da década de 90 foi o cenário de um dos acontecimentos mais importantes do século vinte. Naqueles anos a cortina de ferro europeia entrava em colapso, e o muro de Berlin jazia em pedaços no chão da Alemanha unificada, era o fim de 74 anos de regime comunista na gigante União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Em dezembro de 1991, quinze repúblicas que compunham a URSS declaravam sua independência e com isso declaravam também o fim de uma trajetória que ajudou a legar a humanidade uma guerra “sem tiros”, e a divisão do mundo em dois blocos políticos – socialista e capitalista - por quase 50 anos.
Bem no meio desse tenso cenário político aconteceu um dos festivais mais simbólicos da história do Rock n` Roll. No dia 21 de setembro de 91, quase um milhão de jovens soviéticos se espremiam no Tushino Airfield, em Moscou, para assistir a apresentação de cinco grandes monstros da música, era o “Monsters of Rock Moscow”. O festival foi um grito, preso há muito nos pulmões daquele público, que cantou “Cownboys from Hell”, “Enter Sandman” e “For Those about to Rock” com a intensidade de quem canta hinos de liberdade.
Phil Anselmo, líder do Pantera, primeira banda a subir no palco naquele dia, resumiu bem o que era estar cantando naquele festival, “Isso é outro sonho, é incrível tocar em um show como esse”, e era mesmo; era uma banda americana, cantando rock, em um país que estava saindo de um regime, que de socialista só tinha o nome. O Pantera não seria a única banda americana a estar ali, e o rock, que na ocasião poderia ser reconhecida como um símbolo do “capitalismo”, estava sendo ecoada em um local que serviu para demonstrações da força aérea soviética.
O Monsters of Rock surgiu na Inglaterra em 1980, onde todos os anos era comumente realizado no castelo de Donnignton (1980-1996). Em 1983 ele também passou a acontecer em diversos outros países, tendo inclusive edições no Chile, Argentina e Brasil (1994-1998). A edição de Moscou foi a de maior público na história do festival.
A segunda banda a subir no palco naquela tarde foi o E.S.T, banda local. Parte da apresentação, assim como todas as do festival ficaram registradas em vídeo na produção “For Those About to Rock”, disponível em DVD. No filme são mescladas cenas dos shows, de momentos de violência vividos entre o público e a polícia, além de depoimentos dos artistas que participaram do evento.
Depois do E.S.T, foi a vez do The Black Crowes cativar o público com seu rock ainda fresco, tocando canções do primeiro – e ótimo - disco, Shake Your Money Maker. No entanto o grande auge acontece na sequência, quando “The Ecstasy of Gold” começa a tocar no recinto, o que esperar de uma banda que abre seus shows com Enio Morricone? um espetáculo, nada menos. A noite já caia sobre o Tushina Airfield quando o Metallica abriu seu show com “Enter Sandman”, levando o público a transformar sentimento em canto, em punhos erguidos, mas não para a violência.
O Metallica provava, ao vivo, para a Rússia que era (e sempre será) uma das melhores bandas do mundo.

No DVD, os sinos de “Hells Bells” servem de trilha sonora para cenas de conflito nas ruas de Moscou, e depoimentos de pessoas que vivenciaram a violência dos agentes da KGB. Com chave de ouro o festival foi encerrado com a apresentação do AC/DC; no setlist, clássicos como “Highway to Hell”, “Back in Black”, Wolla Lotta Rosie e, claro, “For Those About to Rock”.
Os canhões ao final da música se despediam daquelas pessoas, que presenciaram um dos momentos mais significativos e emocionantes do Rock n`Roll. O Monsters of Rock Moscow, assim como outros festivais, foram uma demonstração de que a música é capaz de reunir milhares de pessoas em favor de seus ideais.
Bem no meio desse tenso cenário político aconteceu um dos festivais mais simbólicos da história do Rock n` Roll. No dia 21 de setembro de 91, quase um milhão de jovens soviéticos se espremiam no Tushino Airfield, em Moscou, para assistir a apresentação de cinco grandes monstros da música, era o “Monsters of Rock Moscow”. O festival foi um grito, preso há muito nos pulmões daquele público, que cantou “Cownboys from Hell”, “Enter Sandman” e “For Those about to Rock” com a intensidade de quem canta hinos de liberdade.
Phil Anselmo, líder do Pantera, primeira banda a subir no palco naquele dia, resumiu bem o que era estar cantando naquele festival, “Isso é outro sonho, é incrível tocar em um show como esse”, e era mesmo; era uma banda americana, cantando rock, em um país que estava saindo de um regime, que de socialista só tinha o nome. O Pantera não seria a única banda americana a estar ali, e o rock, que na ocasião poderia ser reconhecida como um símbolo do “capitalismo”, estava sendo ecoada em um local que serviu para demonstrações da força aérea soviética.
O Monsters of Rock surgiu na Inglaterra em 1980, onde todos os anos era comumente realizado no castelo de Donnignton (1980-1996). Em 1983 ele também passou a acontecer em diversos outros países, tendo inclusive edições no Chile, Argentina e Brasil (1994-1998). A edição de Moscou foi a de maior público na história do festival.A segunda banda a subir no palco naquela tarde foi o E.S.T, banda local. Parte da apresentação, assim como todas as do festival ficaram registradas em vídeo na produção “For Those About to Rock”, disponível em DVD. No filme são mescladas cenas dos shows, de momentos de violência vividos entre o público e a polícia, além de depoimentos dos artistas que participaram do evento.
Depois do E.S.T, foi a vez do The Black Crowes cativar o público com seu rock ainda fresco, tocando canções do primeiro – e ótimo - disco, Shake Your Money Maker. No entanto o grande auge acontece na sequência, quando “The Ecstasy of Gold” começa a tocar no recinto, o que esperar de uma banda que abre seus shows com Enio Morricone? um espetáculo, nada menos. A noite já caia sobre o Tushina Airfield quando o Metallica abriu seu show com “Enter Sandman”, levando o público a transformar sentimento em canto, em punhos erguidos, mas não para a violência.
O Metallica provava, ao vivo, para a Rússia que era (e sempre será) uma das melhores bandas do mundo.

No DVD, os sinos de “Hells Bells” servem de trilha sonora para cenas de conflito nas ruas de Moscou, e depoimentos de pessoas que vivenciaram a violência dos agentes da KGB. Com chave de ouro o festival foi encerrado com a apresentação do AC/DC; no setlist, clássicos como “Highway to Hell”, “Back in Black”, Wolla Lotta Rosie e, claro, “For Those About to Rock”.
Os canhões ao final da música se despediam daquelas pessoas, que presenciaram um dos momentos mais significativos e emocionantes do Rock n`Roll. O Monsters of Rock Moscow, assim como outros festivais, foram uma demonstração de que a música é capaz de reunir milhares de pessoas em favor de seus ideais.
Pantera - Conwboys From Hell
The Black Crowes - Stare it Cold
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Blogs sobre rock+MASTERS ALIVE: Neil Young e Paul MCcartney

Nas últimas semanas, depois de decidir me dedicar mais ao blog, comecei a vasculhar a blogosfera atrás de conteúdo interessante sobre música, cinema e afins, e encontrei muita coisa bacana. De música independente a colecionadores de discos, a rede está cheia de páginas pessoais que possuem muita informação, sobretudo pra quem tem o rock como seu “negócio”.
Temos, por exemplo, o Rock in Press e o Pop Up dois blogs que dão bastante atenção ao circuito independente e ao rock mais atual. Quem curte um som mais clássico pode conferir a Poeirazine - pra mim a melhor publicação nacional sobre classic rock e derivados- que além da sua versão impressa possui um bom material em seu site, além de disponibilizar o poeiracast, podcast quinzenal onde quatro especialistas em rock n´roll falam sobre o tema, entre eles o jornalista e colecionador de discos Bento Araújo. idealizador da Zine.
Outras boas pedidas são o blog Na Rota do Rock, que cobre a movimentação cultural de Brasília e região, e os blogs Tenho mais Discos que Amigos e Collector´s Room , especializados em coleções de discos. Lá podem ser encontrados dicas muito boas pra quem está começando a ouvir rock n´roll – entre outros estilos -, ou pra quem tem interesse por discos de vinil.
Interessante também é o blog do Kid Vinil, este que passei a acompanhar a pouco tempo, e fecho o post mostrando um vídeo “de chorar”que achei por lá. Neil Young e Paul MCcartney cantando, ao vivo, “A Day in the Life”.
Aproveitando, muito obrigado a todos que passaram e passam por aqui, lendo, comentando ou ajudando a mandar isso aqui pra frente :D.Grande abraço.
Temos, por exemplo, o Rock in Press e o Pop Up dois blogs que dão bastante atenção ao circuito independente e ao rock mais atual. Quem curte um som mais clássico pode conferir a Poeirazine - pra mim a melhor publicação nacional sobre classic rock e derivados- que além da sua versão impressa possui um bom material em seu site, além de disponibilizar o poeiracast, podcast quinzenal onde quatro especialistas em rock n´roll falam sobre o tema, entre eles o jornalista e colecionador de discos Bento Araújo. idealizador da Zine.
Outras boas pedidas são o blog Na Rota do Rock, que cobre a movimentação cultural de Brasília e região, e os blogs Tenho mais Discos que Amigos e Collector´s Room , especializados em coleções de discos. Lá podem ser encontrados dicas muito boas pra quem está começando a ouvir rock n´roll – entre outros estilos -, ou pra quem tem interesse por discos de vinil.
Interessante também é o blog do Kid Vinil, este que passei a acompanhar a pouco tempo, e fecho o post mostrando um vídeo “de chorar”que achei por lá. Neil Young e Paul MCcartney cantando, ao vivo, “A Day in the Life”.
Aproveitando, muito obrigado a todos que passaram e passam por aqui, lendo, comentando ou ajudando a mandar isso aqui pra frente :D.Grande abraço.
Neil Young e Paul MCcartney – A Day in the Life.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
THE ARCHIVE: A maior coleção de discos do mundo

Paul Mawhinney é dono de um dos maiores tesouros da humanidade. Em sua casa ele possui uma sala onde se pode não somente conhecer a trajetória da indústria fonográfica, como também literalmente tocá-la e ouví-la. Esse americano de 70 anos é dono da maior coleção de vinis do mundo. São cerca de 2 milhões de discos; Tudo isso reunido em quase cinquenta anos de dedicação.
Entre as raridades, está o primeiro disco de vinil, fabricado em 1881. É impressionante imaginar o que só esse ítem representa para a história da música. A coleção de Paul é mostrada no documentário de curta-metragem "The Archive", do diretor Sean Dunne, lançado em 2009. No documentário, Paul fala sobre sua ligação com a música, sobre a história da sua coleção, e claro, mostra ítens curiosos e raros do seu acervo, como um disco dos Rolling Stones nunca lançado comercialmente.
Em um dos momentos mais emocionantes do documentário, o colecionador, que é praticamente cego devido a complicações da diabetes, tenta expressar a importância e a riqueza do seu acervo. A coleção de discos de Paul Mawhinney está avaliada em 50 milhões de dólares, no entanto ele está pedindo apenas 3 milhões. Até a conclusão do documentário não haviam interessados.
Entre as raridades, está o primeiro disco de vinil, fabricado em 1881. É impressionante imaginar o que só esse ítem representa para a história da música. A coleção de Paul é mostrada no documentário de curta-metragem "The Archive", do diretor Sean Dunne, lançado em 2009. No documentário, Paul fala sobre sua ligação com a música, sobre a história da sua coleção, e claro, mostra ítens curiosos e raros do seu acervo, como um disco dos Rolling Stones nunca lançado comercialmente.
Em um dos momentos mais emocionantes do documentário, o colecionador, que é praticamente cego devido a complicações da diabetes, tenta expressar a importância e a riqueza do seu acervo. A coleção de discos de Paul Mawhinney está avaliada em 50 milhões de dólares, no entanto ele está pedindo apenas 3 milhões. Até a conclusão do documentário não haviam interessados.
Confira um trecho de The Archive:
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
RAUL SEIXAS: Gita (1974)

Muito provavelmente Gita está para Raul Seixas assim como Imagine está para John Lennon; as músicas, não os álbuns, pois ambas fazem parte do gosto musical de muitos - até mesmo de quem não gosta do bom e velho rock n´roll - devido a sua simbologia e beleza. Ledo engano, porém, é resumir os dois artistas em apenas uma música, e o mesmo erro se repete ao lembrar dos dois álbuns somente pelas suas faixas título, que não chegam nem perto das melhores coisas que esses dois gênios fizeram. Lennon por hora fica de lado.
“Don Raulzito” não foi só mestre das guitarras, foi também das palavras, da atitude e da ironia, que somadas nos deram de presente obras primas como “Gita”. Nesse disco, o eterno maluco beleza mostra que é possível fazer piada com a sociedade, misturando letra, rock, blues e baião. Blues que aparece já de cara com a quase sarcástica “Super Heróis”, que brinca com celebridades como Marlon Brando, Silvio Santos – que nela “sorri para um filme de terror” – Pelé e Nelson Fittipaldi.
Como uma metamorfose ambulante Raul passa da brincadeira para a reflexão, na emblemática “Medo da Chuva”, onde ele nos incita a aprender “o segredo da vida”, assim como ele afirma ter aprendido. O disco segue com a “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”, onde ele aproveita para criticar, entre outras coisas, os “imbecis” que o acusavam de ter feito um pacto com o demônio. “Água Viva” vem em seguida, também na linha poética/reflexiva.

Enquanto “Moleque Maravilhoso” tem um toque Frank Sinatra, “Sessão das 10” é a cara de Nelson Gonçalves, claro que com um tom, muito mais cômico, o que deixa a música ainda melhor. Com “Sociedade Alternativa” Raul nos conta como seria seu mundo perfeito, e carimba uma das músicas mais emblemáticas do rock nacional.
“O Trem das Sete” e “S.O.S” fecha a lista de clássicos do disco, que continua com o mantra “Prelúdio” – sonho que se sonha junto é realidade –“Loteria da Babilônia”, e, finalmente, “Gita” a já citada canção mais popular de Raul que...bem, ela vocês já conhecem bastante. Apesar de na letra de “Gita” o “eu” não ser necessariamente Raul Seixas, é válido dizer que ele realmente está em nós, ou melhor, na nossa música, onde continua sendo parte importantíssima do início e do meio dessa trajetória que felizmente não precisa ter fim.
“Don Raulzito” não foi só mestre das guitarras, foi também das palavras, da atitude e da ironia, que somadas nos deram de presente obras primas como “Gita”. Nesse disco, o eterno maluco beleza mostra que é possível fazer piada com a sociedade, misturando letra, rock, blues e baião. Blues que aparece já de cara com a quase sarcástica “Super Heróis”, que brinca com celebridades como Marlon Brando, Silvio Santos – que nela “sorri para um filme de terror” – Pelé e Nelson Fittipaldi.Como uma metamorfose ambulante Raul passa da brincadeira para a reflexão, na emblemática “Medo da Chuva”, onde ele nos incita a aprender “o segredo da vida”, assim como ele afirma ter aprendido. O disco segue com a “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”, onde ele aproveita para criticar, entre outras coisas, os “imbecis” que o acusavam de ter feito um pacto com o demônio. “Água Viva” vem em seguida, também na linha poética/reflexiva.

Enquanto “Moleque Maravilhoso” tem um toque Frank Sinatra, “Sessão das 10” é a cara de Nelson Gonçalves, claro que com um tom, muito mais cômico, o que deixa a música ainda melhor. Com “Sociedade Alternativa” Raul nos conta como seria seu mundo perfeito, e carimba uma das músicas mais emblemáticas do rock nacional.
“O Trem das Sete” e “S.O.S” fecha a lista de clássicos do disco, que continua com o mantra “Prelúdio” – sonho que se sonha junto é realidade –“Loteria da Babilônia”, e, finalmente, “Gita” a já citada canção mais popular de Raul que...bem, ela vocês já conhecem bastante. Apesar de na letra de “Gita” o “eu” não ser necessariamente Raul Seixas, é válido dizer que ele realmente está em nós, ou melhor, na nossa música, onde continua sendo parte importantíssima do início e do meio dessa trajetória que felizmente não precisa ter fim.
Gita:
Tracklist:
1 - Super Heróis
2 - Medo da Chuva
3 - As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor
4 - Água Viva
5 - Moleque Maravilhoso
6 - Sessão das 10
7 - Sociedade Alternativa
8 - O Trem das 7
9 - S. O. S.
10 - Prelúdio
11 - Loteria de Babilônia
12 - Gita
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Raul Seixas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
AEROSMITH: Get Your Wings (1974)

Estados Unidos da América, anos setenta. Nos primeiros anos dessa década muita coisa já havia acontecido no mundo do rock, e um grupo em Boston também começava a mostrar suas asas dentro desse cenário. Em 1974 o Aerosmith lançava seu segundo disco, “Get Your Wings”, e ajudava a escrever a história do gênero que viria a ser chamado hard rock.
É difícil achar uma definição para “Get Your Wings”; geralmente ele não é colocado entre os melhores discos da banda, mas também está longe de ser um dos piores. Ele é o meio termo entre a estreia de (1973), cheia de buscas pelos “acordes certos” – e devidamente encontrados, diga-se de passagem – e a grande obra prima da banda, Toys in the Attic de 1975, de onde saíram à destruidora “Sweet Emotion”, e a faixa título Toys in the Attic.

Meio termo, nesse caso, não pode ser entendido como mediano, o disco possui algumas das músicas mais interessantes do Aerosmith. Os metais de “Same old Song and Dance” abrem o trabalho mostrando o potencial que Tyler e companhia têm em transformar rock em intimismo e mesmo assim ainda deixá-lo empolgante. Intimista é o adjetivo que melhor combina com “Lord of the Things”, que dá sequência ao disco. Outro destaque é a versão de “Train Kept a Rollin`”, que com o passar dos anos ganhou execuções mais velozes e pesadas na trajetória ao vivo do grupo, e até hoje é marca registrada nas apresentações da banda.
Já pelo fim do disco o Aerosmith mostra ao mundo uma de suas primeiras baladas, estas que o grupo provaria fazer muito bem na década seguinte. “Seasons of Whiter” é possivelmente uma das músicas mais bonitas já feitas por uma banda de rock. Com “Pandora´s Box”, outro clássico, o Aerosmith encerra seu segundo disco, deixando no ar um clima de “podemos fazer ainda melhor”, e realmente fizeram - entre altos e baixos - por mais de quarenta anos.
É difícil achar uma definição para “Get Your Wings”; geralmente ele não é colocado entre os melhores discos da banda, mas também está longe de ser um dos piores. Ele é o meio termo entre a estreia de (1973), cheia de buscas pelos “acordes certos” – e devidamente encontrados, diga-se de passagem – e a grande obra prima da banda, Toys in the Attic de 1975, de onde saíram à destruidora “Sweet Emotion”, e a faixa título Toys in the Attic.

Meio termo, nesse caso, não pode ser entendido como mediano, o disco possui algumas das músicas mais interessantes do Aerosmith. Os metais de “Same old Song and Dance” abrem o trabalho mostrando o potencial que Tyler e companhia têm em transformar rock em intimismo e mesmo assim ainda deixá-lo empolgante. Intimista é o adjetivo que melhor combina com “Lord of the Things”, que dá sequência ao disco. Outro destaque é a versão de “Train Kept a Rollin`”, que com o passar dos anos ganhou execuções mais velozes e pesadas na trajetória ao vivo do grupo, e até hoje é marca registrada nas apresentações da banda.
Já pelo fim do disco o Aerosmith mostra ao mundo uma de suas primeiras baladas, estas que o grupo provaria fazer muito bem na década seguinte. “Seasons of Whiter” é possivelmente uma das músicas mais bonitas já feitas por uma banda de rock. Com “Pandora´s Box”, outro clássico, o Aerosmith encerra seu segundo disco, deixando no ar um clima de “podemos fazer ainda melhor”, e realmente fizeram - entre altos e baixos - por mais de quarenta anos.
Tracklist:
1 - Same Old Song and Dance
2 - Lord Of The Thighs
3 - Spaced
4 - Woman Of The World
5 - S.O.S. (Too Bad)
6 - Train Kept A Rollin'
7 - Seasons Of Wither
8 - Pandora's Box
Train Kept a Rollin`
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Aerosmith
domingo, 7 de fevereiro de 2010
MASTERS ALIVE: Los Hermanos - Conversa de Botas Batidas
A Melhor mistura de Rock, Pop, Mpb, Samba...
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Los Hermanos,
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
ENTREVISTA: Renato Ladeira, integrante do A Bolha)

O carioca Renato Ladeira é um dos grandes nomes do rock nacional. Ele foi integrante de bandas importantes como A Bolha, Bixo da Seda e Herva Doce. Em 2009, Renato concedeu uma entrevista a Fanzine Sindromina*, publicação criada e editada por um grupo de patobranquenses. Na conversa Renato falou sobre sua trajetória musical e também sobre mochilão carona, e lugares inusitados, tema da terceira edição da Fanzine, confira:
Por Gabriela Luisa Titon**
Nas décadas de 60, 70 e 80, você participou de bandas como A Bolha, Herva Doce e Bixo da Seda. Certamente viajou bastante fazendo shows. Como avalia a experiência de conhecer novos mundos e culturas diferentes?
Tive a benção de começar a tocar aos 13 anos de idade na banda The Bubbles junto com meu irmão. Tocamos em vários programas de televisão ao vivo e shows dentro e fora do estado (anos 60). Com A Bolha toquei em todos os clubes do Rio de Janeiro. Ganhamos prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho em 1971. Gravamos alguns discos e já vivia da música desde então (anos 70). Com o Bixo da Seda gravamos no Rio de Janeiro o LP e fizemos shows também no RJ e no Rio Grande do Sul em vários lugares, foi uma experiência diferente (anos 70). O Herva Doce apareceu junto com as rádios FM no Brasil. Tocamos no Brasil inteiro, graças ao estouro do rock-pop nacional (anos 80). Mas o que posso dizer é que conheci muitos aeroportos, hotéis, restaurantes e clubes das cidades que fomos, era impossível sair para conhecer os lugares e suas culturas, apenas as pessoas dos lugares.
Fazer parte da cena musical num momento em que o rock descobria outros rumos e o país passava por situações conturbadas não é pra qualquer um. Quais são as suas lembranças daqueles tempos?
Foi uma época especial. Eu comecei com o rock nacional. Vivi seu nascimento, seu crescimento, seu amadurecimento. Foram várias épocas distintas. No início, muita ralação, falta de equipamentos, de infra-estrutura, de produção, de divulgação, mas a gente fazia, e fazia direito. Depois, tudo começou a aparecer, a divulgação, a produção, a infra-estrutura e os equipamentos. Nos anos 80 era tudo muito mais fácil, e por isso surgiram muitas bandas que ainda existem até hoje.

Em 2005, A Bolha regravou algumas músicas para o filme "1972”; e em 2007 lançou o CD "É só curtir". Depois de tantos anos de estrada e uma pausa prolongada na carreira da banda, o que dizer sobre essa união?
Posso te dizer que foi mágico. Quando nos reunimos para gravar para o filme, fomos para o estúdio de ensaio para ver se todos lembravam das músicas. E depois da primeira musica tocada, estávamos todos com os olhos mareados e com um sorriso de orelha à orelha. Adoro tocar com esses caras.
Tanto em sua vida pessoal quanto profissional, seja recentemente ou há muitos verões, você já pegou carona? Talvez tenha alguma história relacionada a caronas durante a sua juventude, poderia relembrá-la?
Foram poucas as caronas que pequei, se peguei. Porque desde os 18 anos tive o meu carrinho (Fusquinha), e era eu a dar carona para todo mundo.
O tema "mochilão, caronas e lugares inusitados" exerce ou já exerceu alguma influência em seu trabalho? Se sim, de que maneira essa influência se dá?
A idéia de aventura é uma das mais utilizadas nas criações, porque são ricas em novas emoções e nos dão experiência de vida e amadurecimento. Com certeza influi muito na cabeça de quem cria, seja texto, música ou empreendimento. Viajar enriquece a alma.

*Para comprar a terceira edição da Sindromina mande um e-mail para nelsonjr4@hotmail.com.
** Gabriela Titon é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava – PR.
Por Gabriela Luisa Titon**
Nas décadas de 60, 70 e 80, você participou de bandas como A Bolha, Herva Doce e Bixo da Seda. Certamente viajou bastante fazendo shows. Como avalia a experiência de conhecer novos mundos e culturas diferentes?
Tive a benção de começar a tocar aos 13 anos de idade na banda The Bubbles junto com meu irmão. Tocamos em vários programas de televisão ao vivo e shows dentro e fora do estado (anos 60). Com A Bolha toquei em todos os clubes do Rio de Janeiro. Ganhamos prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho em 1971. Gravamos alguns discos e já vivia da música desde então (anos 70). Com o Bixo da Seda gravamos no Rio de Janeiro o LP e fizemos shows também no RJ e no Rio Grande do Sul em vários lugares, foi uma experiência diferente (anos 70). O Herva Doce apareceu junto com as rádios FM no Brasil. Tocamos no Brasil inteiro, graças ao estouro do rock-pop nacional (anos 80). Mas o que posso dizer é que conheci muitos aeroportos, hotéis, restaurantes e clubes das cidades que fomos, era impossível sair para conhecer os lugares e suas culturas, apenas as pessoas dos lugares.
Fazer parte da cena musical num momento em que o rock descobria outros rumos e o país passava por situações conturbadas não é pra qualquer um. Quais são as suas lembranças daqueles tempos?
Foi uma época especial. Eu comecei com o rock nacional. Vivi seu nascimento, seu crescimento, seu amadurecimento. Foram várias épocas distintas. No início, muita ralação, falta de equipamentos, de infra-estrutura, de produção, de divulgação, mas a gente fazia, e fazia direito. Depois, tudo começou a aparecer, a divulgação, a produção, a infra-estrutura e os equipamentos. Nos anos 80 era tudo muito mais fácil, e por isso surgiram muitas bandas que ainda existem até hoje.

Em 2005, A Bolha regravou algumas músicas para o filme "1972”; e em 2007 lançou o CD "É só curtir". Depois de tantos anos de estrada e uma pausa prolongada na carreira da banda, o que dizer sobre essa união?
Posso te dizer que foi mágico. Quando nos reunimos para gravar para o filme, fomos para o estúdio de ensaio para ver se todos lembravam das músicas. E depois da primeira musica tocada, estávamos todos com os olhos mareados e com um sorriso de orelha à orelha. Adoro tocar com esses caras.
Tanto em sua vida pessoal quanto profissional, seja recentemente ou há muitos verões, você já pegou carona? Talvez tenha alguma história relacionada a caronas durante a sua juventude, poderia relembrá-la?
Foram poucas as caronas que pequei, se peguei. Porque desde os 18 anos tive o meu carrinho (Fusquinha), e era eu a dar carona para todo mundo.
O tema "mochilão, caronas e lugares inusitados" exerce ou já exerceu alguma influência em seu trabalho? Se sim, de que maneira essa influência se dá?
A idéia de aventura é uma das mais utilizadas nas criações, porque são ricas em novas emoções e nos dão experiência de vida e amadurecimento. Com certeza influi muito na cabeça de quem cria, seja texto, música ou empreendimento. Viajar enriquece a alma.

*Para comprar a terceira edição da Sindromina mande um e-mail para nelsonjr4@hotmail.com.
** Gabriela Titon é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), de Guarapuava – PR.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
T.REX: Electric Warrior (1971)

Em 1970 os Beatles já estavam se desfazendo, e com isso um novo termo iria substituir a expressão “Beatlemania” ao referir-se a onda de fanatismo por uma banda de rock na Inglaterra, a nova moda era a “T.Rextasy”. No início dos anos setenta um grupo de roqueiros estava dando uma cara nova para o cenário do gênero, uma cara maquiada, complementada por um visual um tanto quanto extravagante – pelo menos para os padrões ainda conservadores da época -, era o Glam rock, que apresentaria ao mundo nomes como Roxy Music, David Bowie e o T.Rex, que tomou o posto de mania nacional inglesa quando os quatro rapazes de Liverpool decidiram pendurar as chuteiras.
“Electric Warrior” é o segundo disco do grupo liderado pelo vocalista Marc Bolan, e é também uma das maiores referências quando se fala de Glam Rock. Com um som relativamente leve e pautado principalmente em levadas que lembram uma mistura de soul e pop, com a característica guitarra elétrica, que apesar de aparecer de forma “tímida” - para um disco dito de rock-, dá um toque, digamos, elétrico a “Electric Warrior”.
A primeira audição pode enganar, e dar a impressão de que o disco é chato, devido ao ritmo que parece permanecer o mesmo durante o disco todo. No entanto, canções como “Mambo Sun”, “Jeepster” e “Get in On”, expressam perfeitamente o que seria o gênero Glam Rock, provam o grande talento de Bolan, e ajudam a colocar “Electric Warrior” entre os melhores discos dos anos setenta. “Rip Off” é outra canção que não deve passar despercebida; nela Bolan arrisca algumas peripécias vocais que fizeram a música única dentro do álbum.
Infelizmente a vida de Marc Bolan acabou prematuramente, aos 29 anos de idade, ironicamente em um acidente automobilístico, no dia 16 de setembro de 1977. Os automóveis eram um tema frequente nas letras de Bolan, que não dirigia, por ter medo de morrer como um de seus ídolos, James Dean.
“Electric Warrior” é o segundo disco do grupo liderado pelo vocalista Marc Bolan, e é também uma das maiores referências quando se fala de Glam Rock. Com um som relativamente leve e pautado principalmente em levadas que lembram uma mistura de soul e pop, com a característica guitarra elétrica, que apesar de aparecer de forma “tímida” - para um disco dito de rock-, dá um toque, digamos, elétrico a “Electric Warrior”.
A primeira audição pode enganar, e dar a impressão de que o disco é chato, devido ao ritmo que parece permanecer o mesmo durante o disco todo. No entanto, canções como “Mambo Sun”, “Jeepster” e “Get in On”, expressam perfeitamente o que seria o gênero Glam Rock, provam o grande talento de Bolan, e ajudam a colocar “Electric Warrior” entre os melhores discos dos anos setenta. “Rip Off” é outra canção que não deve passar despercebida; nela Bolan arrisca algumas peripécias vocais que fizeram a música única dentro do álbum.
Infelizmente a vida de Marc Bolan acabou prematuramente, aos 29 anos de idade, ironicamente em um acidente automobilístico, no dia 16 de setembro de 1977. Os automóveis eram um tema frequente nas letras de Bolan, que não dirigia, por ter medo de morrer como um de seus ídolos, James Dean.
Leia também: Os Trinta anos da Morte de Marc Bolan.
Get it On (Electric Warrior - 1971) - Live at German Top of the Pops.
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